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Rádio, o
Novo Passatempo Brasileiro.
Os aparelhos receptores elétricos só surgiriam com a expansão do número de emissoras e eram caríssimos. A programação no início, além da precariedade dos equipamentos transmissores e receptores, tinha um caráter não comercial e voltava-se a emissões educativas e culturais, durava algumas poucas horas e era produzida por grupos entusiastas que faziam do rádio uma forma de passatempo. Os membros associativos pagavam uma taxa de contribuição e a estação somente ia ao ar após autorização governamental já que o rádio era enquadrado como uma forma de telegrafia e, portanto, assunto de segurança nacional.
O depoimento de Almirante (1), um dos pioneiros do rádio brasileiro constata as dificuldades e o novo elemento no cenário urbano :... a cidade transformou-se em floresta de antenas. Não havia residência que não ostentasse sobre o telhado, ou pelos quintais, os fios horizontais para a captação das ondas hertzianas (...)
Havia também o enervante problema das ligações das galenas com suas agulhas para a obtenção de um bom contato. Ainda, segundo Almirante, para solucionar o problema do contato com a galena para uma boa sintonia, as duas emissoras cariocas existentes em 1924 optaram por um revezamento: Uma transmitia somente às segundas, quartas e sextas, e, a outra às terças, quintas e aos sábados.
Aos domingos não se ouvia rádio. Outro pioneiro, Renato Murce, lembra que os ouvintes associados colaboravam com uma taxa mensal de 5 mil réis.
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