O Melodrama Conquista os Lares.
Os títulos das novelas, bem como
das fotonovelas, filmes mexicanos, argentinos e italianos exibidos em grande
quantidade nos anos quarenta e cinqüenta, deixam claro o tom melodramático e a
necessidade de fazer chorar e sofrer: Almas desencontradas; Prisioneira do
Passado; Sonhos Desfeitos; Mais forte que o amor; Perdida; Mulher sem alma e - a
maior de todas - O Direito de nascer do cubano Félix Cagnet, cujo enredo tinha
início com a frase bombástica de Maria Helena (futura mãe de Albertinho
Limonta):
- "Doutor, não posso ter este filho que vai nascer."
Primeiramente na voz de Walter
Foster na Rádio Tupi de São Paulo e de Paulo Gracindo na Nacional do Rio de
Janeiro o personagem de Albertinho Limonta, pela primeira vez na história da
comunicação brasileira, levou a população a um estado de comoção.
O mesmo sucederia nas diversa
vezes em que foi exibida pela televisão. Registra Ismael Fernandes em
Telenovela Brasileira: Memória que o último capítulo em 13 de agosto de 1965
foi seguido de uma festa no Ginásio do Ibirapuera¸ totalmente lotado e numa
espécie de neurose coletiva o povo gritava os nomes dos personagens e chorava
por Mamãe Dolores, Maria Helena e Albertinho.
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