O Conceito de Prioridade.
Este deslumbramento de Vargas pelo rádio já vinha de bem antes, provavelmente reflexo dos problemas ocasionados pela Record durante a revolta paulista em 1932 e a lição que vinha da Alemanha nazista.
Logo após assumir o poder em 1933, Hitler nomeou para o poderoso Ministério da Propaganda Joseph Goebbels que imediatamente elencou o rádio como prioridade nacional: todo alemão deveria ter um rádio em casa. Lenin, ao assumir na Rússia em 1917, priorizou o jornal e o cinema e assim foi, mesmo após a popularização do rádio.
Talvez esteja aqui a raiz da inexplicável ojeriza da esquerda brasileira pelo meio rádio, um (mais um) erro histórico da corrente progressista e intelectual que optou pelo encastelamento nas redações dos jornais, num país onde o analfabetismo e a baixa renda sempre predominou.
Ficou, assim, aberto amplo flanco para a penetração ideológica populista/conservadora, que habilmente captou e manipulou o potencial radiofônico, atingindo com habilidade esta parcela da população.
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