O Centenário
da Independência.
O Brasil comemorava em 1922 o primeiro centenário de vida independente e o governo federal resolveu comemorar com diversas solenidades a máxima data nacional. Um evento destacava-se pelo porte e pretensão: a Exposição Internacional do Rio de Janeiro destinada a mostrar o avanço tecnológico e incentivar o intercâmbio comercial entre as nações.
No dia 7 de setembro de 1922 os visitantes iriam se deliciar com uma novidade que introduziria o país no mundo da comunicação de massa : o rádio. O discurso presidencial foi transmitido por alto-falantes distribuídos pelos pavilhões da Exposição e à noite, diretamente do Teatro Municipal, transmitiu-se através dos equipamentos radiofônicos da Westinghouse a ópera O Guarani de Carlos Gomes.
O Brasil não seria mais o mesmo a partir de então. Desde 1920 o rádio vinha se difundindo pela Europa e Estados Unidos. Os aparelhos receptores eram precários e montados pelo próprio interessado que juntava, numa pequena caixa, um cristal de galena, um indutor, um condensador de sintonia e fone de ouvido, tudo acoplado a uma antena improvisada junto ao varal de roupas.
Não utilizava energia elétrica e a audição - conseguida com muito trabalho de tentativa de sintonia - era individual.
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