As Crises
Governamentais.
A eleição presidencial de 1922 foi vencida pelo mineiro Artur Bernardes reforçando o poder das velhas oligarquias, representado pela dobradinha São Paulo - Minas Gerais no revezamento do exercício da presidência. Mas na década de vinte já era visível a chamada crise das instituições, afloram problemas na política de valorização do café e as camadas médias e o proletariado amplificam - especialmente através da emprensa escrita - o clamor por reformas, moralização e combate à caristia.
Quando o presidente Epitácio Pessoa resolve enquadrar a oficialidade fechando o Clube Militar e colocando na prisão a maior patente do exército o marechal Hermes da Fonseca (aquele da frase: a política passa e o Exército fica), explode a primeira revolta militar em 5 de julho de 1922 que terminara de forma melancólica no chamado episódio dos 18 do Forte.
Era na verdade o início da movimentação reformista dos denominados tenentistas que chegarariam ao poder em 1930, após uma outra tentativa frustada em 1924 em São Paulo. Da situação teriam proveito Epitácio Pessoa e o presidente eleito Artur Bernardes que reagem com repressão draconiana à oposição e um estado de sítio que perduraria até 1926, quando é eleito o paulista Washington Luís (o "Paulista de Macaé"), o último da Velha República.
Mas nem tudo resumia-se em crise no Brasil de 1922 e, se as coisas não andavam bem por aqui, pior na Europa onde na Itália Mussolini marchava sobre Roma e tomava o poder no grito, enquanto circunspectos alemães iam à feira carregando uma cesta cheia de marcos e voltando com um punhado de comida.
O caminho para o autoritarismo e a demagogia chegar ao poder estava aberto para figuras esquizofrênicas como aquela do frustado pintor Adolf Hitler que em 1923, pela primeira vez, tenta um golpe
de estado. Foi para a cadeia e solto deu no que deu.
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