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A Terapia da Compra.
O autor, o cubano Felix Caignet, tinha, bem claro, o poder melodramático e mercadológico de sua produção, como esclareceu em depoimento na publicação cubana: Revolución y Cultura, transcrito no livro de Renato Ortiz, acima mencionado:
- "Elas consumiam os produtos que meus programas anunciavam. Eram pobres e sofriam. Desejavam chorar para desafogar suas lágrimas. Eu estava obrigado a escrever para elas e facilitar-lhes o que necessitavam, porque enquanto choravam,descarregavam sua própria angústia.".
Nas emissoras do ABC o gênero consolidou-se na forma de rádio teatro como o Grande Teatro de Emoções apresentado na Rádio Independência de São Bernardo do Campo e que levava ao ar, no final da década de 50, peças produzidas por Guido Fidélis e Oswaldo Russi.
A mesma dupla escreveu para a Rádio São Paulo em 1958 a novela Remorso. Pelas ondas da ZYR - 82, Rádio Emissora ABC, ia ao ar aos sábados o Grande Teatro Philips com textos de Alves Cabral e Edson Lazari.
Segundo Silvia Borelli e Maria Celeste Mira (6) a partir dos anos 60 a radionovela perde espaço para a telenovela, até desaparecer em 1973. Segundo estas pesquisadoras: com a consolidação da telenovela, risos, lágrimas, medos e ansiedades passam a ser visualizados.(...) O melodrama ocupou novos territórios; construiu sua hegemonia original e passou gradativamente a conviver com aventuras, comédias, policiais, até a plena explosão da diversidade ficcional na televisão, a partir dos anos 70.
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