A Mobilização
e o Radiojornalismo.
De certa forma, o jornalismo impresso, ainda erudito, tinha apenas relativa eficácia (a grande maioria da população nacional era analfabeta). O rádio comercial e a popularização do veículo implicaram a criação de um elo entre o indivíduo e a coletividade, mostrando-se capaz não apenas de vender produtos e ditar "modas", como também de mobilizar as massas, levando-as a uma participação ativa na vida nacional.
Os progressos da industrialização ampliavam o mercado consumidor, criando condições para a padronização de gostos crenças e valores. As classes médias urbanas ( principal público ouvinte do rádio ) passariam a se considerar parte integrante do universo simbólico representado pela nação.

Com a entrada do investimento publicitário terminava a fase da improvisação e ampliava-se a concorrência. Em São Paulo a Rádio Record saiu na frente ao profissionalizar um setor onde predominava o amadorismo. Contrata profissionais da melhor categoria que passam a constituir o quadro permanente (na época chamado de cast) e exclusivo da emissora.
Segmentou a programação criando gêneros de programas que atendessem aos diversos interesses dos ouvintes.
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