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Este jovem senhor, o Rádio.
O panorama da radiodifusão no Brasil.
Dados do Censo 2000 do IBGE e do Ministério das Comunicações indicam que a proporção quantos ouvem e quantos falam em rádio no Brasil mantém igualdade estimulada por razões sócio-econômicas.
Quantos são os ouvintes de rádio no Brasil e onde estão concentradas as emissoras no pais? Para responder a essas perguntas, IMPRENSA localizou, a partir do Censo 2000 e do Ministério das Comunicações, os dados que mapeiam a radiofonia brasileira e localizam o desenvolvimento das regiões em termos de ouvintes - habitantes que têm acesso a um receptor de rádio em casa - e de emissoras locais.
É corrente afirmar que "99,9%" da população ouve rádio, numa tentativa de posicionar o veículo como o mais abrangente de todos, seja porque as emissoras estão distribuídas em todo o país, ou seja porque um aparelho de rádio pode ser comprado com muita facilidade, se comparado a televisores ou computadores pessoais. De fato, o rádio é o veículo com maior abrangência, no entanto, seu alcance não chega a quase a totalidade da população. Em algumas regiões, esse índice fica bem abaixo da média nacional.
Quantos ouvem? - Para calcular o porcentual da população que tem acesso a receptores de rádio, foram usados dois dados do Censo 2000: o de moradores em domicílios particulares permanentes em relação a serviços e bens duráveis e o da população geral por grandes regiões e Estados. Em todo o Brasil, 86,79% da população tem acesso a rádio em casa. Se comparado a outros bens duráveis, o rádio é o mais popular de todos, superando o aparelho de televisão (85,89%), videocassete (34,45%) e computadores pessoais (10,25%).
O Estado com o melhor índice é o do Rio Grande do Sul, que atinge a marca de 94,78% da população geral com acesso a rádio. Seja pela melhor qualidade de vida ou então por uma tradição mais cristalizada do rádio como um elemento de formação histórica e cidadã (vale lembrar que foi no Rio Grande do Sul onde nasceu a Rede da Legalidade, formada por emissoras de todo o país a favor da posse do vice de Jânio Quadros, João Goulart, quando renunciou em 1961), o índice gaúcho e catarinense alavancaram o da região sul como um todo, também o maior do país (veja tabela).
Já o Maranhão é o Estado com o menor índice populacional com acesso ao rádio, com 64,35% do total de habitantes, e o norte é a região com o menor número de habitantes com acesso ao aparelho, com 71,76% do total.
Quantos falam? - Para efeitos de classificação de acordo com o sistema de transmissão, o Ministério das Comunicações separa as emissoras brasileiras em Ondas Médias, Ondas Curtas e Ondas Tropicais, que operam em AM, e as FMs. Os números coletados referem-se às emissoras que estão operando já com a concessão aprovada pelo Congresso e outorgada pelo Palácio do Planalto. Em todo o país, existem 3702 emissoras, entre AMs e FMs. A maior concentração delas está nas regiões Sul e Sudeste. São Paulo lidera o ranking, com 655 emissoras, seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Os Estados com o menor número de emissoras são Roraima, Amapá, Tocantins. Justamente, os que tem os menores índices de população com acesso aos aparelhos de rádio na região Norte do país.
As emissoras que operam em FM são pouco mais da maioria no país, o que representa uma melhoria da qualidade do áudio em detrimento do alcance. No entanto, a divisão está praticamente equalizada: 1893 emissoras em FM e 1809 emissoras AM. Com exceção do Rio Grande do Sul e do Paraná, os Estados com maior número de emissoras AM são aqueles que tem um índice de desenvolvimento econômico e social mais baixo, como Acre, Maranhão, Mato Grosso e Piauí.
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